terça-feira, 19 de maio de 2009

"Da Unidade Vai Nascer a Novidade" vence as duas primeiras disputas no Rio de Janeiro

Aconteceram os primeiros processos eleitorais disputados por diversas correntes do movimento estudantil no Rio de Janeiro. Tais eleições para os Congressos da UEE/RJ e da UNE trouxeram resultados positivos para o movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade".

Na Unisuam (Centro Universitário Augusto Motta), a eleição foi realizada nos dias 14 e 15 de maio e teve cenário de intensa disputa. A chapa "Da Unidade" conseguiu vantagem expressiva, vencendo por 1879 votos contra 1025 da chapa "Construção Coletiva", ligada ao PCR. Por esse quadro, o movimento vitorioso elegeu 15 delegados ante 8 dos oponentes.

Já na UNIPLI (Centro Universitário Plínio Leite), de Niterói, as eleições aconteceram nos dias 16 e 18 de maio, com a concorrência de quatro movimentos. A chapa "Da Unidade Vai Nascer a Novidade" obteve o melhor resultado, com 760 votos, o que corresponde a cinco delegados. A segunda colocada foi a "Primavera nos Dentes", de militantes ligados ao PSOL, que contabilizou 188 votos e elegeu um delegado. As outras inscritas, "Construção Coletiva" e "Nada Será Como Antes", tiveram, respectivamente, 11 e 2 votos e não elegeram delegados.


Com informações de Rodrigo Weiz (Digão)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Manifesto do movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade" - Um chamado ao movimento estudantil

"Pode chegar
Que a festa vai
É começar agora
E é prá chegar quem quiser
Deixe a tristeza prá lá
E traga o seu coração
Sua presença de irmão
Nós precisamos
De você nesse cordão..."
(Gonzaguinha)

O movimento estudantil brasileiro celebrou, nos anos de 2007 e 2008, uma sólida unidade a partir da qual a UNE pode protagonizar grandes campanhas e conquistar importantes vitórias, que são patrimônio de todos os estudantes brasileiros. Dois marcos históricos foram simbólicos desse momento: quando, em 1º de fevereiro daquele ano, reconquistamos o terreno que a ditadura nos tirou, e no 50º Congresso da UNE, quando milhares de estudantes debateram propostas para a educação e para o país e elegeram, a partir de uma ampla unidade, a nova diretoria da entidade. Um novo capítulo se abria, então, na história da UNE. Uma fase que nos exigiria maior maturidade, pois a unidade programática que forjávamos não se baseava simplesmente em composições, em espaços ou fóruns do movimento, mas, sim e fundamentalmente, era consolidada no cotidiano das lutas estudantis.

Era de conhecimento de todos que o momento político exigia também uma capacidade ímpar de apresentar formulações e proposições capazes de superar os desafios para mudarmos a cara da universidade brasileira e contribuirmos para o aprofundamento das mudanças em curso no país. Ao contrário do que alguns apontam por aí, essa tática não significa um adesismo a este ou a qualquer outro governo ou força externa ao movimento estudantil, mas consiste no caminho correto para materializar em conquistas concretas as bandeiras históricas da UNE.

Provas do êxito de nossas lutas, aconteceram mudanças profundas na universidade brasileira: a pauta deixou de ser apenas por mais financiamento para incorporarmos também a discussão do acesso e da permanência, da qualidade e da referência social, da garantia de mais direitos e conquistas para os estudantes. Avanços concretos, como a ampliação das vagas nas universidades públicas federais, o ProUni, o combate à lógica privatista da educação e o reconhecimento do dever do Estado em reparar as atrocidades cometidas contra o movimento estudantil pela ditadura militar foram atingidos.

Essa é a marca do último período - nunca uma gestão da UNE conquistou tanto e, talvez, nunca se exigiu tanto de uma diretoria da entidade. O estrato político do amadurecimento de quem esteve a frente deste processo esteve expresso no Projeto de Reforma Universitária da UNE, aprovado pela imensa maioria dos CAs e DAs presentes ao 12º Coneb.

Mas ainda será necessário muito mais. As conquistas devem aumentar nossa motivação e capacidade de mobilização. Para isto, um novo Congresso da UNE se aproxima e, com ele, faz-se necessário vislumbrarmos novos desafios para os estudantes brasileiros.

"Vamos levar o samba com união
No pique de uma escola campeã..."

Uma unidade programática não pode, de forma alguma, desconstituir a identidade de cada movimento e corrente política que a compõe. Aliás, a unidade consegue ser mais sólida e duradoura quando serve ao crescimento da representatividade de todos os que dela participam. Em última instância, o crescimento e o enraizamento desse conjunto de correntes é o que faz a UNE forte, unitária, coesa e presente em cada universidade.

Temos nome e independência. Somos diferentes. Mas, principalmente, somos capazes de reconhecer fortes elementos de convergência, que são razões para a ação comum. Talvez o elo central a unir nossas forças políticas no próximo período seja a disputa que se avizinha, em 2010. Mais do que uma eleição, tal evento será o desfecho de uma disputa política pelos rumos de nosso país – será a luta entre os que defendem os interesses do povo e a soberania da nação contra as forças neoliberais, representantes da banca internacional e defensores da submissão do país aos ditames das grandes potências capitalistas.

Nosso campo é o que busca criar as condições para enfrentar as dificuldades impostas pela crise capitalista e impulsionar as mudanças iniciadas em nosso país a partir da eleição de 2002. Para tanto, é fundamental não pulverizarmos esforços e mantermos a unidade para enfrentar os verdadeiros inimigos.

É neste contexto que a UNE se prepara para eleger uma nova diretoria. Acreditamos que tal realidade política deve estar presente nos debates do Congresso e refletida na próxima diretoria da entidade, buscando aglutinar as forças que compartilham dessas idéias - notadamente as juventudes do recém lançado Partido Pátria Livre (antigo MR-8), do Partido dos Trabalhadores, do Partido Democrático Trabalhista, do Partido Socialista Brasileiro, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro e outras - num mesmo campo político.

Nesse momento, a nossa responsabilidade é apontar caminhos para que nossa entidade possa influir na realidade política do Brasil, contribuindo para impedir retrocessos e ajudando a estimular o ciclo de desenvolvimento aberto nos últimos anos.

No fundamental, esse desejo é coletivo e está expresso nas propostas levantadas por cada corrente que compõe a UNE. O momento, portanto, cobra maturidade. Exige capacidade para cimentar e ampliar nossa aliança, para renovar nossas lutas. A responsabilidade primeira para atingir tais objetivos é nossa e pretendemos cumpri-la exercitando a grande política – que exige a humildade para ouvir e assimilar opiniões, mas também a firmeza para superar dificuldades e apontar caminhos.

Caminhos que possam reafirmar a luta do movimento estudantil até aqui e, principalmente, dar um salto de qualidade capaz de materializar nossos ideais de transformação da educação e da realidade do país.

Movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade"
Rumo ao 51º Congresso da UNE

Mais de 14 mil estudantes votaram nas eleições para a UNE na Uninove

As eleições para os Congressos da UEE/SP e da UNE na Uninove tem tudo para ser a maior do Brasil. Votaram para eleger a chapa de delegados cerca de 14.100 estudantes, o que significa mais do que o triplo do número de eleitores desta universidade no último Congresso.

Na opinião do direitor da UNE Alcides Leitão (Jesus), um dos responsáveis pelo processo na universidade, a grande participação é uma demonstração a legitimidade da eleição. "Foi um esforço coletivo das lideranças da universidade que querem uma participação qualificada e representativa no Congresso. Com esse convencimento, fomos à luta e mobilizamos esse grande contingente de estudantes, o que só engrandece os Congressos e aproxima ainda mais as entidades de suas bases", afirmou.

Para a aluna de Jornalismo da Uninove e diretora da UNE Ana Flávia Marques, o número de votos coroou um longo e amplo processo de discussões que envolveu também os Centros Acadêmicos. "A ampla participação dos estudantes é fruto do compromisso, estabelecido junto às lideranças e aos Centros Acadêmicos, de utilizar o processo de Congresso das entidades estudantis para realizar um grande debate sobre a reforma universitária proposta pela UNE e o que liga a realidade da Uninove a essa pauta geral, como no que diz respeito ao PL de mensalidades da UNE, a ampliação das bolsas de estudo".

Movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade" elege delegação na UNOESC em São Miguel (SC)

No último dia 12 de maio, a chapa "Da Unidade Vai Nascer a Novidade" elegeu a delegação da UNOESC, em São Miguel do Oeste, Santa Catarina. Mesmo com chapa única, as eleições foram tensas, pois o grupo que dirige atualmente o DCE está desligado dos fóruns de discussão do movimento estudantil e tentou boicotar a participação dos estudantes interessados, dificultando a passagem em salas de aula e atividades de divulgação do Congresso.

As propostas do movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade" ganharam as salas de aula, mesmo a contragosto dos que buscaram impedir os debates, e tiveram boa repercussão entre os estudantes.

A chapa obteve 214 votos e, agora, os estudantes eleitos poderão participar e apresentar as demandas da UNOESC/São Miguel nos Congressos da União Catarinense dos Estudantes e da UNE.

Dérique Hohn- Coordenador local do movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade"

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Baixe a música do Movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade"

http://www.4shared.com/file/105618285/41cd35f/02_O_Homem_Falou.html

Congresso da UNE: 'De Que lado' vence eleições na PUC Minas

O Movimento “De que lado você samba?” – ampla frente formada pela União da Juventude Socialista (UJS), Kizomba e estudantes ligados aos CAs e Das – venceu nesta quarta-feira (13) as eleições realizada na PUC-Minas para o Congresso Nacional da UNE, obtendo 75,5% dos votos válidos. Com esta porcentagem, o movimento indicará 18 dos 24 delegados que irão representar a universidade no 51º Conune e 36 dos 48 delegados para o 41º Congresso da União Estadual dos Estudantes (UEE-MG).

“É importante ressaltar o nosso trabalho à frente das entidades estudantis na PUC. Os estudantes nos conhecem, sabem que nosso trabalho é sério e que estamos mudando a vida estudantil de cada um aqui dentro, buscando cada vez mais a participação dos estudantes. Foi histórica essa eleição”, afirma Angélica, diretora do DA de Serviço Social. A eleição dos delegados na PUC-Minas para o congresso da UNE antecedeu em duas semanas a eleição do DCE, marcadas para os próximos dias 27 e 28 de maio.


Após o encerramento da apuração, a comissão eleitoral divulgou todos os resultados: foram 2214 votos, sendo que a Chapa 1 (De que lado você samba?) recebeu 1672 votos (75,5%); a Chapa 2 (PDT e PSDB) 347 votos (15,7%) e a Chapa 3 (PCR) 190 votos (8,6%). Os votos nulos e brancos representaram apenas 0,3%.

Segundo os estudantes envolvidos, a mobilização em Minas Gerais para o 51º Conune está a todo vapor. Já foram eleitos cerca de 200 delegados em todo o estado, sendo que o movimento “Da Unidade Vai Nascer a Novidade” elegeu cerca de 60% dos delegados. Demonstrando força e unidade, em todas as IES onde ocorreu disputa em Belo Horizonte o movimento obteve vitórias sempre com percentuais acima de 65%.

As próximas duas semanas serão importantes para a mobilização. A meta do movimento é eleger 100 delegados ao congresso da UNE, por semana, chegando a 300 em todo o estado. O movimento tem tido presença garantida e destacada nas grandes universidades de Minas, estando em todas as doze federais e nas maiores particulares.

“Nós somos o movimento que mais mobilizará estudantes ao 51º Congresso da UNE. Construímos nos últimos meses diversas atividades no estado, plenárias, festas e ainda faremos mais para envolver e politizar os estudantes de Minas Gerais para uma das maiores participações em congressos da UNE”, comemora a presidente da UJS-Minas Gerais, Viviene Adriana.

Para o 41º Congresso da UEE, a UJS Minas Gerais lançou o movimento “Quero uma balada nova!”, que pretende ter grande participação com cerca de 700 delegados, a maior bancada de todos os tempos. “O nosso movimento irradiará as Universidades de Minas Gerais. Vamos lançar uma plataforma educacional no congresso da UEE para a etapa estadual da Conferência Nacional de Educação. Vamos sair em caravana em todas as regiões do estado”, convoca a diretora da UEE Minas, Luiza Lafetá.

De Belo Horizonte,
Péricles Francisco

Eleições na Uninove, Uniban e FMU: movimento "Da Unidade" invade grandes universidades de SP

A campanha para os congressos da UEE/SP e da UNE tomaram conta, definitivamente, das grandes universidades da capital paulista. Nesta semana estão sendo realizadas as eleições na Uninove, Uniban e FMU e, em todas elas, o movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade" apresenta chapas com grande adesão de lideranças.

"O clima está contagiante nas grandes universidades da capital. Diariamente, a militância do movimento tem entrado nas salas de aula e buscado o diálogo com o maior número de estudantes. Também estamos distribuindo materiais específicos, que abordam a realidade de cada local e aproximam a UNE da realidade de cada estudante", avalia Renata Petta, presidente da UJS/SP e coordenadora estadual do movimento "Da Unidade Vai Nascer a Novidade".

Na Uninove, uma das maiores universidades particulares do país em número de alunos, o processo eleitoral tem sido massivo e até superado as expectativas em votos. "A adesão dos estudantes está bastante grande. Milhares já votaram e há uma grande movimentação de pessoas que querem ir ao Congresso", diz Alcides Leitão, o "Jesus", diretor da UNE que está acompanhando a universidade.

"A campanha está esquentando. Na Uniban, mesmo com as dificuldades que sempre existem nas particulares para entrar nas salas, os estudantes estão respondendo bem. A galera quer muito ir para os congressos e isso ajuda, pois estimula o processo de buscar os votos", diz Rodrigo Campos, da direção estadual da UJS e responsável pela eleição na Universidade Bandeirantes.

Para Augusto Chagas, presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, "o momento é positivo e demonstra a força do movimento estudantil no estado. Na FMU, em apenas uma manhã, obtivemos mais de 1300 votos. Essa participação massiva é importante, legitima as entidades perante os estudantes e ajuda a fazer congressos politizados".



De São Paulo,

Fernando Borgonovi