“Qualquer pessoa que se recuse a assumir
a responsabilidade coletiva pelo mundo não deveria ter crianças,
e é preciso proibi-la de tomar parte em sua educação.” (Hannad Arendt)
Hannad Arendt, filosofa alemã, em seu artigo “A crise da educação”, afirmava que ter responsabilidade pelo mundo assume, na contemporaneidade, a forma de autoridade, fato este que deve ser reconhecido para muito além da qualificação ou da capacitação. Talvez esta seja uma das explicações para o atual estado da educação pública brasileira – ausência de autoridade legítima ou total falência da responsabilidade coletiva sobre o ato de educar as novas gerações. E é interessante relacionar este pensamento ao fato histórico da convocação da Conferência Nacional de Educação – Conae, que tem como tarefa central a construção do sistema nacional integrado, além de debater o novo Plano Nacional de Educação – PNE.
O objetivo proposto pela Conae não é nenhuma novidade, pois esta tem sido a pauta principal do movimento progressista em educação no Brasil. É possível identificar na história ressente da República a legitimação de interesses privados em detrimento do bem público, e lógico, que a educação pública também esteve permeada por este enfoque.
Há no sistema educacional brasileiro uma forte contradição. A escola de massas que se consolidou nas últimas décadas permanece distante da formação necessária que o próprio sistema capitalista coloca como condição essencial à formação do homem ativo, produtivo e integrado. Neste sentido, nos ofereceram duas alternativas para elegermos um culpado para o fracasso da educação brasileira. O primeiro trata de responsabilizar a escola, pois diz-se que esta encontra-se despreparada para educar, instruir e profissionalizar. De outro lado, a própria escola trata de culpar a sociedade por esta ter se desresponsabilizado pela educação de seus filhos, ou ainda, de forma mais imediatista, trata de eleger o aluno como desinteressado, incapaz e problemático.
Em meio a tudo isso a questão da autoridade surge como um alerta social capaz de enfrentar esta falsa contradição. A escola tem sido o primeiro canal de relação da criança com o mundo. No entanto, a escola não é, de modo algum, o mundo e jamais deverá sê-lo. Assumir autoridade é um primeiro passo para esse resgate. Como dizia Arendt, “quanto mais radical se torna a desconfiança face à autoridade na esfera pública, mais aumenta, naturalmente, a probabilidade de que a esfera privada não permaneça incólume.” Portanto, é preciso resgatar a autoridade pública frente aos desafios de educar uma nação. Não nos será permitido relegar somente à escola o papel de educar nossos filhos. Para tanto, o Estado (não o governo) deve assumir para si o resgate da autoridade e, assim, ser capaz de responsabilizar também a sociedade para tal.
É nisto que se fundamenta a necessária ação articulada do campo progressista na Conferência Nacional de Educação. Precisamos restabelecer os atores e apontar os papéis corretos para que a educação pública assuma a sua real tarefa, pois é nela que reside “o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele”. (Arendt)
Responsabilizar-se é, neste sentido, delegarmos com clareza o papel do Estado, da sociedade e da escola frente à educação e aprendizagem. E isso não será feito se o palco propício para isto se tornar objeto de disputas corporativas incapazes de identificar o centro do embate: a ampliação da educação e a sua tarefa pública frente aos interesses privados e fragmentados que permeiam esta discussão, resgatando o citivas mundi, onde a educação assuma a formação do sujeito “mundanizado”, ativo, liberado de vínculos e ordens e crítico frente aos desafios de seu tempo.
Márcio Cabral, estudante de Pedagogia da UNIFESP, membro da Executiva Nacional da UJS e da coordenação do movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade
quinta-feira, 26 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
Movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade vence eleições do DCE da UNIP em São Paulo
Terminou na noite desta quinta-feira a eleição da nova diretoria do DCE da Universidade Paulista (UNIP) da capital. A chapa "Da Unidade Vai Nascer a Novidade", apoiada pela UJS, venceu o pleito, obtendo cerca de 5700 votos.
O primeiro desafio dos novos componentes do Diretório Central de Estudantes será organizar a participação no Coneg da UNE e a recepção de estudantes de todo o país, já que serão os enfitriões do evento que acontecerá unidade Paraíso da UNIP, nesse final de semana.
O processo eleitoral abrangeu os campus Paraíso, Vergueiro, Norte, bacelar, Cidade Universitária, Anchieta, Chácara Santo Antônio, Pinheiros e Tatuapé, demonstrando a força e a capilaridade do movimento estudantil nesta universidade. Em número de alunos, a UNIP é uma das maiores instituições privadas de ensino do país.
A União da Juventude Socialista apresentou várias lideranças para a composição da chapa, dentre elas os estudantes Marcelo Freitas, Jardel e Márcio Bico. Bico, estudante de jornalismo do campus Paraíso e membro da direção municipal da UJS, foi escolhido para presidir a nova gestão.
"Nós, alunos da UNIP, estamos muito felizes por receber estudantes de todo o país nesse CONEG da UNE. Será para nós uma grata responsabilidade. Tarefa ainda maior, e que pretendemos cumprir com muito trabalho e dedicação, é a organização de uma grande delegação de estudantes da UNIP para participar do Congresso da UNE. Queremos que seja a maior mobilização já feita pela UNIP da capital para uma atividade da UNE", aponta o presidente eleito.
O primeiro desafio dos novos componentes do Diretório Central de Estudantes será organizar a participação no Coneg da UNE e a recepção de estudantes de todo o país, já que serão os enfitriões do evento que acontecerá unidade Paraíso da UNIP, nesse final de semana.
O processo eleitoral abrangeu os campus Paraíso, Vergueiro, Norte, bacelar, Cidade Universitária, Anchieta, Chácara Santo Antônio, Pinheiros e Tatuapé, demonstrando a força e a capilaridade do movimento estudantil nesta universidade. Em número de alunos, a UNIP é uma das maiores instituições privadas de ensino do país.
A União da Juventude Socialista apresentou várias lideranças para a composição da chapa, dentre elas os estudantes Marcelo Freitas, Jardel e Márcio Bico. Bico, estudante de jornalismo do campus Paraíso e membro da direção municipal da UJS, foi escolhido para presidir a nova gestão.
"Nós, alunos da UNIP, estamos muito felizes por receber estudantes de todo o país nesse CONEG da UNE. Será para nós uma grata responsabilidade. Tarefa ainda maior, e que pretendemos cumprir com muito trabalho e dedicação, é a organização de uma grande delegação de estudantes da UNIP para participar do Congresso da UNE. Queremos que seja a maior mobilização já feita pela UNIP da capital para uma atividade da UNE", aponta o presidente eleito.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Coneg: "O Congresso da UNE já está na rua"
Nos dias 21 e 22 de março acontecerá o Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) da UNE, na cidade de São Paulo. A reunião de UEEs e Diretórios Centrais de Estudantes definirá a data, o local e convocará oficialmente o 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes. O encontro também elege a Comissão Nacional de Credenciamento e Organização (CNCO) e aprova o regimento interno do Congresso.
São esperados DCEs de universidades públicas e particulares de todo o país. As entidades cadastradas já estarão em condições de realizar o processo de eleição de delegados em suas universidades. No caso de instituições de ensino que não tiveram representação estudantil no Coneg, o processo poderá ser desencadeado a partir de uma comissão de estudantes que coordenarão as eleições no local.
"O processo de Congresso, na realidade, já começou quando realizamos um grande e vitorioso Coneb e construímos o Projeto de Reforma Universitária da UNE. Mas agora, depois do Coneg, tem início o processo de eleição de delegados propriamente dito. O Congresso toma às salas de aulas, os ambientes da universidade", diz Márcio Cabral, diretor de Movimento Estudantil Universitário da UJS.
O movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade, do qual a UJS participa, está mobilizando uma grande delegação de entidades para o evento. "Nosso movimento já realizou intenso processo de debates com os Centros Acadêmicos e agora faz o mesmo com os DCEs. Vamos com toda a força construir a maior mobilização da história dos Congressos da UNE. O Congresso da UNE já está na rua", aponta.
De São Paulo,
Fernando Borgonovi
São esperados DCEs de universidades públicas e particulares de todo o país. As entidades cadastradas já estarão em condições de realizar o processo de eleição de delegados em suas universidades. No caso de instituições de ensino que não tiveram representação estudantil no Coneg, o processo poderá ser desencadeado a partir de uma comissão de estudantes que coordenarão as eleições no local.
"O processo de Congresso, na realidade, já começou quando realizamos um grande e vitorioso Coneb e construímos o Projeto de Reforma Universitária da UNE. Mas agora, depois do Coneg, tem início o processo de eleição de delegados propriamente dito. O Congresso toma às salas de aulas, os ambientes da universidade", diz Márcio Cabral, diretor de Movimento Estudantil Universitário da UJS.
O movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade, do qual a UJS participa, está mobilizando uma grande delegação de entidades para o evento. "Nosso movimento já realizou intenso processo de debates com os Centros Acadêmicos e agora faz o mesmo com os DCEs. Vamos com toda a força construir a maior mobilização da história dos Congressos da UNE. O Congresso da UNE já está na rua", aponta.
De São Paulo,
Fernando Borgonovi
Marcadores:
coneg,
congresso,
une,
unidade novidade
sexta-feira, 6 de março de 2009
UJS convoca a ENUNI 2009
A coordenação nacional do Movimento "Da unidade vai nascer a novidade" e a União da Juventude Socialista já definiram a programação do nosso Encontro Nacional de Universitários - ENUNI 2009.
Em breve estaremos disponibilizando o Texto Base do Econtro e estão convidados todos os militantes da UJS e do movimento estudantil universitário.
O Encontro ocorrerá nos dias 23 e 24 março em São Paulo. Maiores informações pelo e-mail:
ENCONTRO NACIONAL DE UNIVERSITÁRIOS – ENUNI 2009
“Da unidade vai nascer a novidade”
São Paulo – 23 e 24 de março de 2009
Programação:
23/03 - segunda-feira
9 horas – Capitalismo em crise e a nova luta pelo socialismo
Painelista: Renato Rabelo (Vice-Presidente da UNE gestão 1966/1967 e atual Presidente do Partido Comunista do Brasil)
12 horas – Almoço
14 horas – Enfrentar a crise – o papel do movimento juvenil brasileiro
Painelistas: Danilo Moreira (Diretor da UNE nas gestões 1999/2001 e 2001/2003), atual Presidente do Conselho Nacional de Juventude – Conjuve; Marcelo Brito (Gavião) Presidente Nacional da UJS
16 horas – Debates em Grupos
18 horas – Jantar
19 horas – Os 25 anos da construção da UJS no movimento estudantil
Painelista: Ricardo Abreu (Alemão) – Diretor da UNE nas gestões 1989/1991 e 1991/1992; ex-Presidente Nacional da UJS
Debatedores: Waldemar Manoel Silva e Souza (Vice-Presidente da UNE 1989/1991) e Julio Vellozo (Diretor de Movimento Estudantil da UJS de 2003 a 2007)
21 horas – Atividade Cultural
24 de março - terça-feira
9 horas – Da unidade vai nascer a novidade – o Projeto Estratégico da UJS no movimento universitário
Debatedores: Lúcia Stumpf – Presidenta da UNE e Márcio Cabral – Diretor de Movimento Universitário da UJS
10:30 horas – Debates em Grupos
12 horas – Almoço
14 horas – Plano de Ação da UJS para o movimento universitário
Apresentação: André Tokarski – coordenador do Coletivo da UJS na UNE
Debate em Plenário
18 horas - Encerramento
Em breve estaremos disponibilizando o Texto Base do Econtro e estão convidados todos os militantes da UJS e do movimento estudantil universitário.
O Encontro ocorrerá nos dias 23 e 24 março em São Paulo. Maiores informações pelo e-mail:
ENCONTRO NACIONAL DE UNIVERSITÁRIOS – ENUNI 2009
“Da unidade vai nascer a novidade”
São Paulo – 23 e 24 de março de 2009
Programação:
23/03 - segunda-feira
9 horas – Capitalismo em crise e a nova luta pelo socialismo
Painelista: Renato Rabelo (Vice-Presidente da UNE gestão 1966/1967 e atual Presidente do Partido Comunista do Brasil)
12 horas – Almoço
14 horas – Enfrentar a crise – o papel do movimento juvenil brasileiro
Painelistas: Danilo Moreira (Diretor da UNE nas gestões 1999/2001 e 2001/2003), atual Presidente do Conselho Nacional de Juventude – Conjuve; Marcelo Brito (Gavião) Presidente Nacional da UJS
16 horas – Debates em Grupos
18 horas – Jantar
19 horas – Os 25 anos da construção da UJS no movimento estudantil
Painelista: Ricardo Abreu (Alemão) – Diretor da UNE nas gestões 1989/1991 e 1991/1992; ex-Presidente Nacional da UJS
Debatedores: Waldemar Manoel Silva e Souza (Vice-Presidente da UNE 1989/1991) e Julio Vellozo (Diretor de Movimento Estudantil da UJS de 2003 a 2007)
21 horas – Atividade Cultural
24 de março - terça-feira
9 horas – Da unidade vai nascer a novidade – o Projeto Estratégico da UJS no movimento universitário
Debatedores: Lúcia Stumpf – Presidenta da UNE e Márcio Cabral – Diretor de Movimento Universitário da UJS
10:30 horas – Debates em Grupos
12 horas – Almoço
14 horas – Plano de Ação da UJS para o movimento universitário
Apresentação: André Tokarski – coordenador do Coletivo da UJS na UNE
Debate em Plenário
18 horas - Encerramento
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
CONEB DA UNE FORTALECEU A UNIDADE DO MOVIMENTO ESTUDANTIL
O 12º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) da UNE, que reuniu, em Salvador, 1400 Centros Acadêmicos e Diretórios Acadêmicos, foi uma demonstração da vitalidade do movimento estudantil e da crescente importância da União Nacional dos Estudantes nos debates educacional e político do país.
Esse evento também provou que a pluralidade de opiniões e o debate democrático fortalecem o movimento, revitalizam sua pauta política e contribuem muito para a construção da unidade. Prova disso foi a divulgação do manifesto "Mudar a política, tranformar a universidade, fortalecer o Brasil", feito a muitas mãos, assinado por um amplo leque de correntes políticas, que apontou para a coesão movimento como a principal arma no enfrentamento dos setores conservadores e para a conquista da Reforma Universitária dos estudantes.
Leia abaixo a íntegra do Manifesto:
Mudar a política, transformar a universidade, fortalecer o Brasil
O mundo não é mais o mesmo de dez anos atrás! No último período vivemos um processo de grande questionamento do papel do Estado e de intensa financeirização da economia. No entanto, esse mito da “competência” da iniciativa privada está exposto nesta crise do capitalismo.
É inegável que a hegemonia do neoliberalismo nos anos 90 impediu a implementação de políticas mais ousadas na América Latina. Com todas as contradições com as quais tivemos que lidar nos últimos anos abre-se agora uma dupla possibilidade com a crise econômica mundial: a de sermos novamente achatados, caso não nos mobilizemos, ou a de conseguirmos construir uma alternativa mais vigorosa. Os neoliberais, ao primeiro sinal, já levantaram a bandeira da “flexibilização” dos direitos trabalhistas e corte de postos de trabalho, importando-se exclusivamente em manter altas as taxas de lucros de suas grandes empresas.
Nós do movimento social, queremos fortalecer e aprofundar o movimento impulsionado pela eleição de governos progressistas na América Latina, como Venezuela, Brasil, Bolívia, Uruguai, Paraguai, Chile e Argentina, que se somaram à experiência de 50 anos da revolução cubana, e vem garantindo investimentos em infra-estrutura, democratização do Estado através de maior participação do povo, distribuição de renda, geração de emprego e investimentos em áreas sociais.
Nesse tortuoso caminho percorrido até aqui, se pode ter clareza que houve avanço, mas também fica nítido que este poderia ter sido bem mais significativo.
Precisamos nos unificar em torno de bandeiras concretas para fazer a disputa de hegemonia, fortalecendo o campo democrático popular e travando de forma mais consistente a defesa do Estado como indutor de políticas sócio-econômicas que favoreçam as maiorias. É fundamental lutarmos pela redução dos juros e a dinamização do mercado interno como saídas para enfrentar a crise. Não podemos aceitar cortes de investimentos fundamentais para cimentar os caminhos do desenvolvimento econômico, social e cultural, como as verbas do PAC ou da Educação.
O sentimento de ampliação do Estado se faz gritante para frear as conseqüências da “auto-regulamentação” da “mão invisível” do mercado. No entanto, não se trata regulamentar o sistema financeiro ou utilizar recursos públicos para impedir nova quebradeira e garantir os lucros dos especuladores. A ação planejada e estrutural do Estado deve se orientar principalmente para a universalidade da proteção social, defender a progressividade da tributação, a ampliação do investimento estatal em infra-estrutura, a democratização das estruturas de poder, produção e consumo, bem como a socialização das riquezas.
Em específico, esta orientação estatal deve fortalecer a universidade pública, que deve ser capaz de planejar e orientar um projeto de desenvolvimento democrático e sustentável. O domínio das novas tecnologias, nas áreas da biotecnologia, química fina e matrizes energéticas contribuirá sobremaneira para a efetiva libertação do nosso país em relação ao domínio das corporações imperialistas.
Nossa luta histórica em defesa da educação teve avanços importantes sob o governo Lula. Muito do sucateamento, fruto da “Era FHC”, foi revertido. Conquistamos a expansão das universidades federais através do REUNI e a inclusão de jovens de baixa renda na universidade através do PROUNI. Garantimos investimentos significativos em Assistência Estudantil e conquistamos mudanças no FIES que melhoraram as condições do financiamento dos estudantes. Avançamos com o SINAES, na medida em que diminuímos o peso do ENADE no sistema avaliativo, dentre diversas outras vitórias.
No entanto cabe aos estudantes brasileiros lutar pela consolidação dessas vitórias, aprimorá-las e apresentar alternativas ainda mais ousadas que permitam democratizar verdadeiramente a Universidade Brasileira, colocando-a a serviço de um projeto popular e democrático de nação.
A Universidade que queremos tem que ter mais democracia e participação tanto da comunidade acadêmica, quanto da sociedade, que deve ter acesso e interferir no que lá se produz. Tem que ter mais gente: os estudantes de escola pública, os pobres, os negros, os índios e toda a diversidade do povo brasileiro que ainda está à margem na universidade de hoje.
Somos contra a mercantilização da educação e lutamos pelo controle público das instituições educacionais. Não queremos nossa educação entregue aos grandes tubarões de ensino, principalmente às multinacionais que aqui se instalam para pasteurizar as universidades brasileiras. Queremos qualidade no quadro docente, amplo acesso à pesquisa e à extensão, assistência estudantil, bibliotecas e passe estudantil.
Por isso, o Movimento Estudantil deve estar coeso na construção do nosso projeto estratégico de Reforma Universitária. Devemos levantar bem alto esta bandeira e apresentar com firmeza e unidade o nosso modelo de universidade, que é popular, é democrático e acima de tudo, um bem público.
Em 2010 ocorrerá a Conferência Nacional de Educação e com ela, se descortina uma chance histórica de alterar a estrutura da universidade brasileira. Lá enfrentaremos o debate de frente com aqueles que acham que o Estado deve se desobrigar da educação e que a educação é meramente uma fonte de lucro.
Este CONEB é a grande oportunidade para darmos um salto de qualidade na nossa luta, em nossos projetos e construir um programa coeso e de consenso que dê consistência ao nosso movimento estudantil. A superação do projeto neoliberal e a construção de um novo projeto de nação passam necessariamente pela política e pela educação. Devemos nos mobilizar para esta construção!
Salvador, 17 de janeiro de 2009.
Assinam este manifesto as teses:
Construindo um Novo Brasil
Diretas Já!
Kizomba
Movimento Da Unidade vai Nascer a Novidade
Movimento Mudança
Mutirão
Refazendo
Reconquistar a UNE
Esse evento também provou que a pluralidade de opiniões e o debate democrático fortalecem o movimento, revitalizam sua pauta política e contribuem muito para a construção da unidade. Prova disso foi a divulgação do manifesto "Mudar a política, tranformar a universidade, fortalecer o Brasil", feito a muitas mãos, assinado por um amplo leque de correntes políticas, que apontou para a coesão movimento como a principal arma no enfrentamento dos setores conservadores e para a conquista da Reforma Universitária dos estudantes.
Leia abaixo a íntegra do Manifesto:
Mudar a política, transformar a universidade, fortalecer o Brasil
O mundo não é mais o mesmo de dez anos atrás! No último período vivemos um processo de grande questionamento do papel do Estado e de intensa financeirização da economia. No entanto, esse mito da “competência” da iniciativa privada está exposto nesta crise do capitalismo.
É inegável que a hegemonia do neoliberalismo nos anos 90 impediu a implementação de políticas mais ousadas na América Latina. Com todas as contradições com as quais tivemos que lidar nos últimos anos abre-se agora uma dupla possibilidade com a crise econômica mundial: a de sermos novamente achatados, caso não nos mobilizemos, ou a de conseguirmos construir uma alternativa mais vigorosa. Os neoliberais, ao primeiro sinal, já levantaram a bandeira da “flexibilização” dos direitos trabalhistas e corte de postos de trabalho, importando-se exclusivamente em manter altas as taxas de lucros de suas grandes empresas.
Nós do movimento social, queremos fortalecer e aprofundar o movimento impulsionado pela eleição de governos progressistas na América Latina, como Venezuela, Brasil, Bolívia, Uruguai, Paraguai, Chile e Argentina, que se somaram à experiência de 50 anos da revolução cubana, e vem garantindo investimentos em infra-estrutura, democratização do Estado através de maior participação do povo, distribuição de renda, geração de emprego e investimentos em áreas sociais.
Nesse tortuoso caminho percorrido até aqui, se pode ter clareza que houve avanço, mas também fica nítido que este poderia ter sido bem mais significativo.
Precisamos nos unificar em torno de bandeiras concretas para fazer a disputa de hegemonia, fortalecendo o campo democrático popular e travando de forma mais consistente a defesa do Estado como indutor de políticas sócio-econômicas que favoreçam as maiorias. É fundamental lutarmos pela redução dos juros e a dinamização do mercado interno como saídas para enfrentar a crise. Não podemos aceitar cortes de investimentos fundamentais para cimentar os caminhos do desenvolvimento econômico, social e cultural, como as verbas do PAC ou da Educação.
O sentimento de ampliação do Estado se faz gritante para frear as conseqüências da “auto-regulamentação” da “mão invisível” do mercado. No entanto, não se trata regulamentar o sistema financeiro ou utilizar recursos públicos para impedir nova quebradeira e garantir os lucros dos especuladores. A ação planejada e estrutural do Estado deve se orientar principalmente para a universalidade da proteção social, defender a progressividade da tributação, a ampliação do investimento estatal em infra-estrutura, a democratização das estruturas de poder, produção e consumo, bem como a socialização das riquezas.
Em específico, esta orientação estatal deve fortalecer a universidade pública, que deve ser capaz de planejar e orientar um projeto de desenvolvimento democrático e sustentável. O domínio das novas tecnologias, nas áreas da biotecnologia, química fina e matrizes energéticas contribuirá sobremaneira para a efetiva libertação do nosso país em relação ao domínio das corporações imperialistas.
Nossa luta histórica em defesa da educação teve avanços importantes sob o governo Lula. Muito do sucateamento, fruto da “Era FHC”, foi revertido. Conquistamos a expansão das universidades federais através do REUNI e a inclusão de jovens de baixa renda na universidade através do PROUNI. Garantimos investimentos significativos em Assistência Estudantil e conquistamos mudanças no FIES que melhoraram as condições do financiamento dos estudantes. Avançamos com o SINAES, na medida em que diminuímos o peso do ENADE no sistema avaliativo, dentre diversas outras vitórias.
No entanto cabe aos estudantes brasileiros lutar pela consolidação dessas vitórias, aprimorá-las e apresentar alternativas ainda mais ousadas que permitam democratizar verdadeiramente a Universidade Brasileira, colocando-a a serviço de um projeto popular e democrático de nação.
A Universidade que queremos tem que ter mais democracia e participação tanto da comunidade acadêmica, quanto da sociedade, que deve ter acesso e interferir no que lá se produz. Tem que ter mais gente: os estudantes de escola pública, os pobres, os negros, os índios e toda a diversidade do povo brasileiro que ainda está à margem na universidade de hoje.
Somos contra a mercantilização da educação e lutamos pelo controle público das instituições educacionais. Não queremos nossa educação entregue aos grandes tubarões de ensino, principalmente às multinacionais que aqui se instalam para pasteurizar as universidades brasileiras. Queremos qualidade no quadro docente, amplo acesso à pesquisa e à extensão, assistência estudantil, bibliotecas e passe estudantil.
Por isso, o Movimento Estudantil deve estar coeso na construção do nosso projeto estratégico de Reforma Universitária. Devemos levantar bem alto esta bandeira e apresentar com firmeza e unidade o nosso modelo de universidade, que é popular, é democrático e acima de tudo, um bem público.
Em 2010 ocorrerá a Conferência Nacional de Educação e com ela, se descortina uma chance histórica de alterar a estrutura da universidade brasileira. Lá enfrentaremos o debate de frente com aqueles que acham que o Estado deve se desobrigar da educação e que a educação é meramente uma fonte de lucro.
Este CONEB é a grande oportunidade para darmos um salto de qualidade na nossa luta, em nossos projetos e construir um programa coeso e de consenso que dê consistência ao nosso movimento estudantil. A superação do projeto neoliberal e a construção de um novo projeto de nação passam necessariamente pela política e pela educação. Devemos nos mobilizar para esta construção!
Salvador, 17 de janeiro de 2009.
Assinam este manifesto as teses:
Construindo um Novo Brasil
Diretas Já!
Kizomba
Movimento Da Unidade vai Nascer a Novidade
Movimento Mudança
Mutirão
Refazendo
Reconquistar a UNE
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Confira a programação da 6ª Bienal da UNE
Faltam apenas sete dias para o maior festival estudantil da América Latina
Ainda nesta semana, estudantes de todo o País colocarão o pé na estrada rumo a 6 Bienal de Cultura da UNE. Serão cinco dias intensos de troca de experiências, traduzidos em debates com intelectuais e especialista de diversas áreas, oficinas, mini-cursos, exibições de cinema, apresentações de teatro, shows e demais atividades que promoverão a reflexão sobre a temática desta edição do festival: Raízes do Brasil - Formação e Sentido do Povo Brasileiro.
Entre os dias 20 a 25 deste mês, a região do Passeio Público será palco de uma verdadeira ocupação cultural. Para não perder nada, acompanhe abaixo a programação do festival e faça seu roteiro.
Confira:
Obs: algumas atividades podem sofrer alteração
20 de Janeiro - Terça-feira
9 às 18 horas
- Recepção, credenciamento e alojamento das delegações
Inscrições das oficinas.
Local: Colégio Manoel Novais – Canela
19 às 23 horas
- Abertura da 6ª Bienal da UNE – 30 anos da reconstrução ,com Cine Jornal (vídeo) e encenação teatral que reviverá a história da UNE e de Honestino Guimarães aos dias atuais.
- Abertura da 1ª Trienal da OCLAE.
- Passeata com ex-presidentes.
Local: Em frente ao Teatro Castro Alves.
Convidados:
- Jacques Wagner - ministro do Trabalho;
Juca Ferreira - ministro da Cultura;
Ex-presidentes da UNE;
Lázaro Ramos – ator;
As entidades: MST, CTB, CUT, ANPG, UBES.
- Trio Elétrico.
Local: Campo Grande – Praça Castro Alves
Convidados:
Margareth Menezes e afro-pop;
Moraes Moreira.
21 de Janeiro – Quarta-feira
9 às 12 horas
Oficinas e mini-cursos:
Artes Visuais
Poéticas da rede – ministrada por Cláudio Bueno (SP);
Pin hole – ministrada por Bianca Portugal (BA);
Monotipia – ministrada por Evandro Sybini (BA);
Iniciação à Crítica Institucional dos Coletivos de Arte na contemporaneidade atual – ministrada pelo Grupo de Interferência Ambiental (GIA) (BA).
Artes Cênicas
Mamulengo – ministrada por Gil Teixeira (BA);
Danças Circulares – ministrada por Patricia Ferraz (BA);
Palhaço – ministrada por Palhaço Xuxu, Luís Carlos Vasconcelos (PB);
Dança Afro – ministrada pelo Balé Folclórico da Bahia (BA).
Literatura
Epigramas – ministrada por Elieser César (BA);
Poesia ritmada – ministrada por James Martins (BA);
Fanzine – ministrada por Mauricio Tavares e André Czarnobai (RS);
Adaptação cinematográfica de romances nacionais.
Cinema
Cineclubismo – ministrada por Hermano Figueiredo;
Cinema de animação stop motion – ministrada por Luciano Dami;
Edição de vídeo em software livre – ministrada por Elielson
Roteiro – ministrada por Roberto Duarte;
Câmera, noções básicas para amadores, visando novos mídias como youtube e festivais de videos de celular – ministrada por Nelson FTC.
Música
Percussão corporal – ministrada por Barbatuques (SP);
Vivência Musical Indígena – ministrada por João José Felix (PR);
Música e a rede Software Livre e Produção Musical – ministrada por Marcos di Silva Cristiano Figueiró , professor da escola de Música da UFBA (BA);
Rumpilezz – ministrada pela Orquestra Rumpilezz.
Ciência e Tecnologia
- Antropologia da culinária – ministrada por Lígia Amparo (BA);
- Semiótica;
- Farmacologia: Farmácia da Terra (BA);
- Oficina Espaço Cuca.
14 às 16 horas
Debates Simultâneos
Temas:
- "10 anos de Bienal – Balanço dos avanços e desafios da relação UNE versus Cultura";
"Juventude e Políticas Públicas";
"Hip-Hop como elemento político social";
"Nação Hip-Hop Brasil"
"A América Latina e as relações Sul-Sul – Integração dos povos e desenvolvimento".
Artes visuais
- Tema: "Espaço da Arte Contemporânea".
Artes Cênicas
- Tema: "O amador profissional: o que é se profissionalizar no Brasil".
Literatura
- Tema: "As variedades do português".
Cinema
- Tema:"Circulação Cinema Brasileiro: alternativas para distribuição".
Música
- Tema: "Música e Ritual"
Convidados:
Lucas Rehen - antropólogo e músico da Banda Ponto de Equilíbrio (RJ);
Xavier Vatin – diretor do Centro de Artes, Humanidade e Letras UFRB (BA);
João José Felix – professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (PR);
Liliane Neves.
Ciência e Tecnologia
- Tema: "Josué de Castro"
A partir das 17 horas
Mostras Convidadas
Artes visuais
- Mostra Cildo Meireles.
Será composta por obras originais do artista, vídeos e reproduções em imagens dos trabalhos mais significativos. Compondo a Mostra, jovens artistas que acompanharam a trajetória do CUCA nestes 8 anos e que sofrem influência direta do artista, com uma exposição de objetos, instalações e novas experiências
Artes Cênicas
- Nego Fugido (homenageados) - manifestação popular do interior da Bahia, com bases no imaginário afro brasileiro.
- Audio tur – grupo Bio Neural – teatro experimental de rua, o grupo promove uma imersão na cidade, pode-se saber mais no blog da Bienal, onde tem uma matéria sobre o grupo - (Argentina) (Trienal)
Literatura
- O Café Literário é o espaço da mostra - homenageado é Machado de Assis, além disso, entre 17h e 22h acontecem saraus, lançamentos de livros e mostra de vídeos.
Cinema
Homenagem a Nelson Pereira dos Santos.
Exibição do Filme "Como era gostoso meu francês", no Teatro Castro Alves às 20 horas.
Música
- Shows no Terreiro de Jesus ( Praça XV de Novembro), a partir das 20 horas
Ciência e Tecnologia
Homenagem a Josué de Castro.
Exibição do filme "Josué de Castro, cidadão do mundo" de Silvio Tendler, com a participação do diretor e da filha do geógrafo.
Espaço Cuca
17h – Passeio Público
- Ponto de Cultura APAE (BA) - CIA DE DANÇA OPAXORÔ/"ORQUESTRA DE ATABAQUES;
- Ponto de Cultura GRÃOS DE LUZ E GRIÔ/SHOW FAMÍLIA GRÃOS DE LUZ E GRIÔ;
- Ponto de Cultura PRACATUM/ CORDEL VIRA MUNDO (Teatro Vila Velha).
22 de Janeiro – Quinta-feira
9 às 12 horas
Oficinas e mini-cursos
- "3º Diálogos da Juventude"
14 às 16 horas
Debates Simultâneos
- Tema: "Leis de anistia no Brasil e AL- A questão da Tortura e a abertura dos arquivos das Ditaduras";
- Tema: "Democratização dos meios de comunicação";
- Tema: "Caravana da UNE saúde, educação e cultura";
- Tema: "Reformar a Universidade, para um projeto de integração latino americana";
- Tema: "Ações, Projetos e Programas de Ações Afirmativas".
Artes visuais
- Tema: "Tempo: Memória individual e social".
Artes Cênicas
- Tema: "O que é artes cênicas – mapeamento da produção brasileira/latino-americana".
Literatura
- Tema: "Literatura Latino Americana: semelhanças, diferenças e a influência do contexto".
Cinema
- Tema: "O Cinema Brasileiro e o cinema latino-americano".
Música
- "Semba, Samba e as Vertentes Originadas".
Ciência e Tecnologia
- "Ciência e Universidade"
A partir das 17 horas
Mostras Convidadas
Artes Cênicas
- Audio tur – grupo Bio Neural (teatro experimental de rua da Argentina, o grupo promove uma imersão na cidade - Trienal).
Cinema
- Lançamento da caixa de filmes de Glauber Rocha - exibição do filme "Pachamama" de Eric Rocha, no teatro Castro Alves às 20 horas.
Espaço Cuca
17 horas - Passeio Público
- Samba de Mussaca;
-Ponto de Cultura Casa do Samba do Recôncavo Baiano - "Sambadeiras e sambadeiros do Recôncavo";
Ponto de Cultura CUCA-RJ - Banda Paidéguará;
Teatro Vila Velha
- Pontão de Cultura Bahia.
23 de Janeiro – Sexta-feira
9 às 12 horas
- Oficinas e mini-cursos
15 horas
- Concha Acústica-Conferência no tema "Raízes do Brasil: sentido e formação do povo brasileiro";
- Exposição: Chico Buarque;
- Diálogo Cantado: Jorge Mautner.
A partir das 17 horas
Mostras Convidadas
Artes Cênicas
Companhia do Latão(SP)
A Cartomante (Teatro Castro Alves às 20 horas)
Cinema
Exibição do filme "Rio 40 graus", de Nelson Pereira dos Santos.
24 de Janeiro – Sábado
14 às 16 horas
Debates Simultâneos
- Tema: "O esporte enquanto elemento de integração entre os povos";
- Tema: "O Indígena nas raízes do Brasil e da América Latina";
- Tema: "A mulher nas raízes do Brasil – sem as mulheres outra América não é possível";
- Tema: "Educação e Cultura: meia-entrada e acesso aos bens culturais
UNE";
- Tema: "Financiamento da Cultura: Mudanças na Lei Rouanet"
- Tema: "O Movimento Social a partir da Cultura / Formação de Redes Culturais"
- Tema: "Políticas de Promoção da Igualdade Racial: um movimento globalizado".
Artes visuais
- Tema:"Fronteiras".
Artes Cênicas
- Tema:"O uso dos espaços abertos e da dramaturgia épica nas artes cênicas populares".
Literatura
- Tema:"Escritores jovens, estreantes e a dificuldade de publicação".
Cinema
- Tema: "Leis e editais: conhecendo políticas públicas".
Música
- Tema:"Música Popular na Universidade".
Ciência e Tecnologia
- Tema:"Propriedade Intelectual";
A partir das 17 horas
das 17 às 21 horas: Reunião Representativa da OCLAE.
Mostras Convidadas
Cinema
- exibição de curtas: "Cães"de Adler Paz e Moacir Gramacho Espaço Cuca.
25 de Janeiro – Domingo
10 horas
- Ato político da 1ª Trienal da OCLAE;
- CULTURATA – Caminhada cultural;
14 horas - Final da Bienal
- Grupo Teatral "Ta na Rua" – Praça Castro Alves;
- Mostra de Homenagem a Darcy Ribeiro (em parceria com a Fundação Darcy Ribeiro e Universidade da República Uruguai);
- Mostra de artes visuais em homenagem aos 50 anos da Revolução Cubana;
- Exposição das instituições: UNESCO, UNILA, AUGM e etc.;
- Espaço Latino americano, para as entidades estudantis internacionais;
- Mostra de Dança do Equador;
- Documentário da Colômbia;
- Documentários da Nicarágua;
- Mini curso de Cine jornal com ICAIC – Cuba.
Ainda nesta semana, estudantes de todo o País colocarão o pé na estrada rumo a 6 Bienal de Cultura da UNE. Serão cinco dias intensos de troca de experiências, traduzidos em debates com intelectuais e especialista de diversas áreas, oficinas, mini-cursos, exibições de cinema, apresentações de teatro, shows e demais atividades que promoverão a reflexão sobre a temática desta edição do festival: Raízes do Brasil - Formação e Sentido do Povo Brasileiro.
Entre os dias 20 a 25 deste mês, a região do Passeio Público será palco de uma verdadeira ocupação cultural. Para não perder nada, acompanhe abaixo a programação do festival e faça seu roteiro.
Confira:
Obs: algumas atividades podem sofrer alteração
20 de Janeiro - Terça-feira
9 às 18 horas
- Recepção, credenciamento e alojamento das delegações
Inscrições das oficinas.
Local: Colégio Manoel Novais – Canela
19 às 23 horas
- Abertura da 6ª Bienal da UNE – 30 anos da reconstrução ,com Cine Jornal (vídeo) e encenação teatral que reviverá a história da UNE e de Honestino Guimarães aos dias atuais.
- Abertura da 1ª Trienal da OCLAE.
- Passeata com ex-presidentes.
Local: Em frente ao Teatro Castro Alves.
Convidados:
- Jacques Wagner - ministro do Trabalho;
Juca Ferreira - ministro da Cultura;
Ex-presidentes da UNE;
Lázaro Ramos – ator;
As entidades: MST, CTB, CUT, ANPG, UBES.
- Trio Elétrico.
Local: Campo Grande – Praça Castro Alves
Convidados:
Margareth Menezes e afro-pop;
Moraes Moreira.
21 de Janeiro – Quarta-feira
9 às 12 horas
Oficinas e mini-cursos:
Artes Visuais
Poéticas da rede – ministrada por Cláudio Bueno (SP);
Pin hole – ministrada por Bianca Portugal (BA);
Monotipia – ministrada por Evandro Sybini (BA);
Iniciação à Crítica Institucional dos Coletivos de Arte na contemporaneidade atual – ministrada pelo Grupo de Interferência Ambiental (GIA) (BA).
Artes Cênicas
Mamulengo – ministrada por Gil Teixeira (BA);
Danças Circulares – ministrada por Patricia Ferraz (BA);
Palhaço – ministrada por Palhaço Xuxu, Luís Carlos Vasconcelos (PB);
Dança Afro – ministrada pelo Balé Folclórico da Bahia (BA).
Literatura
Epigramas – ministrada por Elieser César (BA);
Poesia ritmada – ministrada por James Martins (BA);
Fanzine – ministrada por Mauricio Tavares e André Czarnobai (RS);
Adaptação cinematográfica de romances nacionais.
Cinema
Cineclubismo – ministrada por Hermano Figueiredo;
Cinema de animação stop motion – ministrada por Luciano Dami;
Edição de vídeo em software livre – ministrada por Elielson
Roteiro – ministrada por Roberto Duarte;
Câmera, noções básicas para amadores, visando novos mídias como youtube e festivais de videos de celular – ministrada por Nelson FTC.
Música
Percussão corporal – ministrada por Barbatuques (SP);
Vivência Musical Indígena – ministrada por João José Felix (PR);
Música e a rede Software Livre e Produção Musical – ministrada por Marcos di Silva Cristiano Figueiró , professor da escola de Música da UFBA (BA);
Rumpilezz – ministrada pela Orquestra Rumpilezz.
Ciência e Tecnologia
- Antropologia da culinária – ministrada por Lígia Amparo (BA);
- Semiótica;
- Farmacologia: Farmácia da Terra (BA);
- Oficina Espaço Cuca.
14 às 16 horas
Debates Simultâneos
Temas:
- "10 anos de Bienal – Balanço dos avanços e desafios da relação UNE versus Cultura";
"Juventude e Políticas Públicas";
"Hip-Hop como elemento político social";
"Nação Hip-Hop Brasil"
"A América Latina e as relações Sul-Sul – Integração dos povos e desenvolvimento".
Artes visuais
- Tema: "Espaço da Arte Contemporânea".
Artes Cênicas
- Tema: "O amador profissional: o que é se profissionalizar no Brasil".
Literatura
- Tema: "As variedades do português".
Cinema
- Tema:"Circulação Cinema Brasileiro: alternativas para distribuição".
Música
- Tema: "Música e Ritual"
Convidados:
Lucas Rehen - antropólogo e músico da Banda Ponto de Equilíbrio (RJ);
Xavier Vatin – diretor do Centro de Artes, Humanidade e Letras UFRB (BA);
João José Felix – professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (PR);
Liliane Neves.
Ciência e Tecnologia
- Tema: "Josué de Castro"
A partir das 17 horas
Mostras Convidadas
Artes visuais
- Mostra Cildo Meireles.
Será composta por obras originais do artista, vídeos e reproduções em imagens dos trabalhos mais significativos. Compondo a Mostra, jovens artistas que acompanharam a trajetória do CUCA nestes 8 anos e que sofrem influência direta do artista, com uma exposição de objetos, instalações e novas experiências
Artes Cênicas
- Nego Fugido (homenageados) - manifestação popular do interior da Bahia, com bases no imaginário afro brasileiro.
- Audio tur – grupo Bio Neural – teatro experimental de rua, o grupo promove uma imersão na cidade, pode-se saber mais no blog da Bienal, onde tem uma matéria sobre o grupo - (Argentina) (Trienal)
Literatura
- O Café Literário é o espaço da mostra - homenageado é Machado de Assis, além disso, entre 17h e 22h acontecem saraus, lançamentos de livros e mostra de vídeos.
Cinema
Homenagem a Nelson Pereira dos Santos.
Exibição do Filme "Como era gostoso meu francês", no Teatro Castro Alves às 20 horas.
Música
- Shows no Terreiro de Jesus ( Praça XV de Novembro), a partir das 20 horas
Ciência e Tecnologia
Homenagem a Josué de Castro.
Exibição do filme "Josué de Castro, cidadão do mundo" de Silvio Tendler, com a participação do diretor e da filha do geógrafo.
Espaço Cuca
17h – Passeio Público
- Ponto de Cultura APAE (BA) - CIA DE DANÇA OPAXORÔ/"ORQUESTRA DE ATABAQUES;
- Ponto de Cultura GRÃOS DE LUZ E GRIÔ/SHOW FAMÍLIA GRÃOS DE LUZ E GRIÔ;
- Ponto de Cultura PRACATUM/ CORDEL VIRA MUNDO (Teatro Vila Velha).
22 de Janeiro – Quinta-feira
9 às 12 horas
Oficinas e mini-cursos
- "3º Diálogos da Juventude"
14 às 16 horas
Debates Simultâneos
- Tema: "Leis de anistia no Brasil e AL- A questão da Tortura e a abertura dos arquivos das Ditaduras";
- Tema: "Democratização dos meios de comunicação";
- Tema: "Caravana da UNE saúde, educação e cultura";
- Tema: "Reformar a Universidade, para um projeto de integração latino americana";
- Tema: "Ações, Projetos e Programas de Ações Afirmativas".
Artes visuais
- Tema: "Tempo: Memória individual e social".
Artes Cênicas
- Tema: "O que é artes cênicas – mapeamento da produção brasileira/latino-americana".
Literatura
- Tema: "Literatura Latino Americana: semelhanças, diferenças e a influência do contexto".
Cinema
- Tema: "O Cinema Brasileiro e o cinema latino-americano".
Música
- "Semba, Samba e as Vertentes Originadas".
Ciência e Tecnologia
- "Ciência e Universidade"
A partir das 17 horas
Mostras Convidadas
Artes Cênicas
- Audio tur – grupo Bio Neural (teatro experimental de rua da Argentina, o grupo promove uma imersão na cidade - Trienal).
Cinema
- Lançamento da caixa de filmes de Glauber Rocha - exibição do filme "Pachamama" de Eric Rocha, no teatro Castro Alves às 20 horas.
Espaço Cuca
17 horas - Passeio Público
- Samba de Mussaca;
-Ponto de Cultura Casa do Samba do Recôncavo Baiano - "Sambadeiras e sambadeiros do Recôncavo";
Ponto de Cultura CUCA-RJ - Banda Paidéguará;
Teatro Vila Velha
- Pontão de Cultura Bahia.
23 de Janeiro – Sexta-feira
9 às 12 horas
- Oficinas e mini-cursos
15 horas
- Concha Acústica-Conferência no tema "Raízes do Brasil: sentido e formação do povo brasileiro";
- Exposição: Chico Buarque;
- Diálogo Cantado: Jorge Mautner.
A partir das 17 horas
Mostras Convidadas
Artes Cênicas
Companhia do Latão(SP)
A Cartomante (Teatro Castro Alves às 20 horas)
Cinema
Exibição do filme "Rio 40 graus", de Nelson Pereira dos Santos.
24 de Janeiro – Sábado
14 às 16 horas
Debates Simultâneos
- Tema: "O esporte enquanto elemento de integração entre os povos";
- Tema: "O Indígena nas raízes do Brasil e da América Latina";
- Tema: "A mulher nas raízes do Brasil – sem as mulheres outra América não é possível";
- Tema: "Educação e Cultura: meia-entrada e acesso aos bens culturais
UNE";
- Tema: "Financiamento da Cultura: Mudanças na Lei Rouanet"
- Tema: "O Movimento Social a partir da Cultura / Formação de Redes Culturais"
- Tema: "Políticas de Promoção da Igualdade Racial: um movimento globalizado".
Artes visuais
- Tema:"Fronteiras".
Artes Cênicas
- Tema:"O uso dos espaços abertos e da dramaturgia épica nas artes cênicas populares".
Literatura
- Tema:"Escritores jovens, estreantes e a dificuldade de publicação".
Cinema
- Tema: "Leis e editais: conhecendo políticas públicas".
Música
- Tema:"Música Popular na Universidade".
Ciência e Tecnologia
- Tema:"Propriedade Intelectual";
A partir das 17 horas
das 17 às 21 horas: Reunião Representativa da OCLAE.
Mostras Convidadas
Cinema
- exibição de curtas: "Cães"de Adler Paz e Moacir Gramacho Espaço Cuca.
25 de Janeiro – Domingo
10 horas
- Ato político da 1ª Trienal da OCLAE;
- CULTURATA – Caminhada cultural;
14 horas - Final da Bienal
- Grupo Teatral "Ta na Rua" – Praça Castro Alves;
- Mostra de Homenagem a Darcy Ribeiro (em parceria com a Fundação Darcy Ribeiro e Universidade da República Uruguai);
- Mostra de artes visuais em homenagem aos 50 anos da Revolução Cubana;
- Exposição das instituições: UNESCO, UNILA, AUGM e etc.;
- Espaço Latino americano, para as entidades estudantis internacionais;
- Mostra de Dança do Equador;
- Documentário da Colômbia;
- Documentários da Nicarágua;
- Mini curso de Cine jornal com ICAIC – Cuba.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Da Unidade Vai Nascer a Novidade acelera mobilização para CONEB e Bienal da UNE
O movimento Da unidade Vai Nascer a Novidade abriu 2009 a pleno vapor, porque faltam menos de dez dias para o início do Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE, em Salvador. Isso quer dizer que é momento de dar prioridade total para essa importante batalha: hora de confirmar a participação dos delegados, debater as propostas do movimento, correr atrás de transporte e das listas de passageiros, informar o dia e a hora da saída.
O Coneb discutirá as propostas da União Nacional dos Estudantes sobre a universidade brasileira num momento muito especial: em 2009 começam as primeiras etapas da Conferência Nacional de Educação, que vai elaborar o Plano Nacional de Educação 2011-2020. É muito importante debater as opiniões do movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade com todos os participantes, pois assim conseguiremos ganhar mais adeptos para as nossas propostas.
Para André Tokarski, diretor da UNE e da coordenação nacional do movimento Da unidade Vai Nascer a Novidade, "é fundamental aproveitar os próximos dias para realizar plenárias, debater nossas ideias e mobilizar todos os delegados e os suplentes, porque esse Coneb será um marco na formulação da UNE sobre os rumos da educação e do país. Nosso objetivo é unificar o movimento estudantil para lutar para colocar a universidade em consonância com um projeto de desnvolvimento nacional soberano. O primeiro passo para isso é a unidade do movimento para levar muitos estudantes para a rua e influenciar a Conferência e o PNE".
Bienal da UNE: o maior e mais diversificado evento cultural dos estudantes brasileiros
A VI Bienal de Cultura e Arte da UNE promete ser um grande sucesso, provando que ela se consolida como o maior evento cultural dos estudantes brasileiros. Mais de novecentos trabalhos foram inscritos, dos quais 138 foram selecionados.
Sob o tema "Raízes do Brasil: formação e sentido do povo brasileiro", a Bienal terá debates, shows, mostras e a já tradicional culturata. Em clima de trio elétrico, o evento começará com Armandinho e Dodô puxando os estudantes do teatro Castro Alves até o Pelourinho. Estão certos os shows de Alceu Valença, Mart'nália, Marcelo D2, e Margarete Menezes, além do Ilê Aiyê, que puxará a Culturata. Já confirmados nos debates estão os ministros Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), Juca Ferreira (Cultura), o governador da Bahia, Jaques Wagner, dentre outros.
Lembrete: Assim como os delegados e suplentes para o Coneb, os artistas que apresentarão trabalhos devem ter prioridade nos ônibus.
O Coneb discutirá as propostas da União Nacional dos Estudantes sobre a universidade brasileira num momento muito especial: em 2009 começam as primeiras etapas da Conferência Nacional de Educação, que vai elaborar o Plano Nacional de Educação 2011-2020. É muito importante debater as opiniões do movimento Da Unidade Vai Nascer a Novidade com todos os participantes, pois assim conseguiremos ganhar mais adeptos para as nossas propostas.
Para André Tokarski, diretor da UNE e da coordenação nacional do movimento Da unidade Vai Nascer a Novidade, "é fundamental aproveitar os próximos dias para realizar plenárias, debater nossas ideias e mobilizar todos os delegados e os suplentes, porque esse Coneb será um marco na formulação da UNE sobre os rumos da educação e do país. Nosso objetivo é unificar o movimento estudantil para lutar para colocar a universidade em consonância com um projeto de desnvolvimento nacional soberano. O primeiro passo para isso é a unidade do movimento para levar muitos estudantes para a rua e influenciar a Conferência e o PNE".
Bienal da UNE: o maior e mais diversificado evento cultural dos estudantes brasileiros
A VI Bienal de Cultura e Arte da UNE promete ser um grande sucesso, provando que ela se consolida como o maior evento cultural dos estudantes brasileiros. Mais de novecentos trabalhos foram inscritos, dos quais 138 foram selecionados.
Sob o tema "Raízes do Brasil: formação e sentido do povo brasileiro", a Bienal terá debates, shows, mostras e a já tradicional culturata. Em clima de trio elétrico, o evento começará com Armandinho e Dodô puxando os estudantes do teatro Castro Alves até o Pelourinho. Estão certos os shows de Alceu Valença, Mart'nália, Marcelo D2, e Margarete Menezes, além do Ilê Aiyê, que puxará a Culturata. Já confirmados nos debates estão os ministros Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), Juca Ferreira (Cultura), o governador da Bahia, Jaques Wagner, dentre outros.
Lembrete: Assim como os delegados e suplentes para o Coneb, os artistas que apresentarão trabalhos devem ter prioridade nos ônibus.
Assinar:
Postagens (Atom)